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Postagens

Da Lua ao mito: por que a missão Artemis 2 nos obriga a repensar nossos limites

  Essa semana, a tripulação da missão Artemis 2   foi lançada ao espaço rumo à Lua, bem no dia da mentira, 1º de abril de 2026, o que é cômico pois muitos conspiracionistas ainda hoje, mais de 57 anos depois da missão Apollo 11 (1969), ainda jura de pé junto de que tudo envolvendo a missão da lua em 1969 foi uma farsa. Se ainda resta dúvidas sobre o caso para o leitor incauto vou resumir em um único parágrafo as evidências. Na volta da missão Apollo 11 em 1969 trouxeram 382 kg de rochas lunares analisados mundialmente, que possuem composições químicas impossíveis de replicar na Terra, e os retrorrefletores de laser instalados na superfície, que ainda hoje permitem medir a distância Terra-Lua com precisão milimétrica . Além disso, fotografias de alta resolução capturadas recentemente por sondas como a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) mostram as bases dos módulos e as trilhas de pegadas preservadas no solo lunar. Curiosamente, todo esse feito foi gerido pelo Apollo Guidance ...

Diferentes abordagens para o Ensino por Investigação

Entre Caquis e Talheres       De acordo com o dicionário, investigar significa examinar, pesquisar ou indagar algo de forma sistemática e cuidadosa para descobrir detalhes, causas ou soluções, seguindo pistas e vestígios. Envolve apurar fatos, analisar informações e buscar a verdade, sendo um processo essencial para a construção de conhecimento e resolução de problemas em diversas áreas, desde a ciência até o direito. Pensando em minhas vivências de infância, uma investigação que marcou profundamente minha história aconteceu quando, brincando em um terreno baldio, eu e meus coleguinhas colhemos caquis diretamente do pé. Como o fruto era abundante, começamos a observá-lo com cuidado, curiosos para entender como ele era por dentro. Desmanchamos completamente os frutos, separando a casca da polpa, e chegamos até a abrir cada caroço que encontrávamos.     Foi então que descobrimos algo inimaginável para crianças de 9 e 10 anos: dentro do caroço do caqui havia o...

TDIC no Ensino de Física 2 - Como não instrumentalizar as TDIC

      Fonte: Feito à mão, do zero!        Não instrumentalizar as Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC) no ensino de Física significa superar seu uso como meros recursos técnicos, acessórios ou ilustrativos, incorporados apenas para modernizar a aula ou tornar a exposição mais atrativa. Nessa perspectiva instrumental, a tecnologia funciona como um suporte neutro para a transmissão de conteúdos já estabilizados, sem alterar de modo significativo a lógica comunicativa do ensino, que permanece centrada na explicação do professor e na recepção passiva por parte dos estudantes. O resultado é que, mesmo mediadas por dispositivos digitais, as aulas continuam marcadas pela fragmentação entre teoria e prática, pela ênfase na manipulação formal de expressões matemáticas e pela dificuldade dos alunos em atribuir significado físico aos conceitos trabalhados.     No texto a seguir, buscava-se entende-se que as TDIC  como mei...

TDIC no Ensino de Física 1 - A questão das desigualdades sociais

Fonte : criado a mão O texto a seguir tem o seguinte percurso: falar sobre a desigualdade social e a compreensão utilitarista da Física e da Tecnologia em alguns documentos oficiais educacionais;  A comunicação humana e a comprensão do termo tecnologia;  O digital, a comunicação e o estudo dos efeitos da mídia e da tecnologia na sociedade e na cultura humana (Marshall McLuhan e Pierre Leví). Reflexões sobre as tecnologia na sala de aula de Física (Papert, Michetel e David Nemer); Novos paradigmas das tecnologias para educação; Aprendizagem Ubíqua, Jogos, Aplicativos e as Redes Sociais; Práticas de Ensino e Projetos Integradores com TDIC no Ensino de Física     Reinventando um documento oficial (liberdades da escrita em um Blog 🌝)      Todo texto que se propoe a discutir sobre o uso das tecnologias na educação brasileira deveria primeiro fazer uma contextualização sobre a questão das desigualdades sociais para o acesso a essas tecnologias. De acordo co...

Estágio Supervisionado na formação para Educação em Ciências

     Fonte: feito à mão (Chatgpt) O Estágio Supervisionado na formação para a Educação em Ciências, para mim, sempre foi mais do que uma etapa obrigatória do curso: é um espaço privilegiado onde futuros professores têm a chance de articular saberes teóricos, experiências práticas e reflexões críticas sobre a docência. O nome "supervisão" já me é estranho, pois tenho trabalhado nos últimos anos com o termo "orientação", aquele que guia, aconselha e direciona indivíduos, ao invés de fiscalizar. Além disso, também tenho trabalhado com o conceito de "residência esducacional" ao invés de "estágio pedagógico". A diferença central entre esses dois conceitos está na profundidade, duração e tipo de imersão na prática escolar, sendo a residência um programa mais aprofundado e com maior autonomia do que o estágio tradicional. Espero que as reflexões que desenvolvo nos próximos parágrafos possam fazer o leitor perceber que a troca desses nomes não é merament...