O texto a seguir tem o seguinte percurso:
- falar sobre a desigualdade social e a compreensão utilitarista da Física e da Tecnologia em alguns documentos oficiais educacionais;
- A comunicação humana e a comprensão do termo tecnologia;
- O digital, a comunicação e o estudo dos efeitos da mídia e da tecnologia na sociedade e na cultura humana (Marshall McLuhan e Pierre Leví).
- Reflexões sobre as tecnologia na sala de aula de Física (Papert, Michetel e David Nemer);
- Novos paradigmas das tecnologias para educação;
- Aprendizagem Ubíqua, Jogos, Aplicativos e as Redes Sociais;
- Práticas de Ensino e Projetos Integradores com TDIC no Ensino de Física
Reinventando um documento oficial (liberdades da escrita em um Blog 🌝)
Tá bom professor Wagner, mas e na prática?
Atividade 1 – Energia, tecnologia e território: quem paga a conta?
(Princípios 1, 3 e 4)
Identificação: Física – Energia e potência elétrica (1ª ou 2ª série do EM).
Objetivos:
Compreender os conceitos de potência e consumo de energia elétrica; analisar criticamente o uso de tecnologias digitais no cotidiano; refletir sobre desigualdades sociais e impactos ambientais associados ao consumo energético.
Conteúdo:
Potência elétrica, consumo de energia (kWh), matriz energética, tecnologias digitais e energia.
Metodologia:
Os alunos, organizados em grupos, utilizam o celular para levantar dados sobre consumo de energia de aparelhos digitais presentes em casa ou na escola (celular, TV, ventilador, roteador). Em seguida, analisam reportagens curtas (PDF ou links leves) sobre crise energética, energia limpa e desigualdade de acesso. Cada grupo produz um pequeno áudio ou texto digital discutindo quem consome mais energia, quem paga mais caro e quais impactos ambientais estão envolvidos.
Recursos:
Celular dos alunos, calculadora, textos curtos digitais, WhatsApp ou Google Classroom.
Tempo:
2 aulas de 50 minutos.
Avaliação:
Avaliação formativa por meio da análise das produções (áudio ou texto), participação nas discussões e uma autoavaliação orientada sobre o que aprenderam em Física e sobre tecnologia.
Contextualização:
Parte-se da realidade energética das casas dos próprios estudantes, evitando idealizações tecnológicas e valorizando suas experiências concretas.
Atividade 2 – Ondas, som e cultura: a Física da música no território
(Princípios 1, 2 e 5)
Identificação: Física – Ondas sonoras (2ª série do EM).
Objetivos:
Compreender frequência, amplitude e timbre; reconhecer a Física como parte da cultura; valorizar expressões musicais locais e tradicionais mediadas por tecnologias digitais.
Conteúdo:
Ondas mecânicas, som, frequência, intensidade sonora.
Metodologia:
Os alunos gravam, com o celular, sons do cotidiano ou músicas presentes em sua comunidade (igreja, funk, rap, samba, música indígena ou afro-brasileira). Utilizam aplicativos gratuitos (como analisadores de espectro leves) para visualizar frequências e intensidades. Em roda de conversa, discutem como a Física ajuda a compreender essas manifestações culturais, sem hierarquizá-las.
Recursos:
Celular, aplicativo gratuito de análise sonora, caixa de som simples.
Tempo:
2 a 3 aulas de 50 minutos.
Avaliação:
Produção de um pequeno relato digital (texto, áudio ou vídeo curto) relacionando conceitos físicos e cultura musical; observação da participação e respeito à diversidade cultural.
Contextualização:
A atividade legitima repertórios culturais dos alunos, combatendo a visão elitista da ciência e da música.
Atividade 3 – Movimento, dados e desigualdade: como nos deslocamos?
(Princípios 1, 3 e 4)
Identificação: Física – Cinemática (1ª série do EM).
Objetivos:
Compreender velocidade média e deslocamento; analisar dados do cotidiano; refletir sobre mobilidade urbana, tecnologia e desigualdade social.
Conteúdo:
Velocidade média, deslocamento, gráficos de posição e tempo.
Metodologia:
Os alunos usam aplicativos de mapa ou GPS do celular para registrar tempos e distâncias de seus deslocamentos diários (casa–escola). Em sala, constroem gráficos simples e comparam trajetos, discutindo como a tecnologia evidencia desigualdades de acesso ao transporte e ao tempo livre.
Recursos:
Celular, papel milimetrado ou planilha simples, projetor (se houver).
Tempo:
2 aulas de 50 minutos.
Avaliação:
Resolução comentada de problemas contextualizados e debate avaliativo sobre o papel da tecnologia na mobilidade urbana.
Contextualização:
Valoriza a vivência real dos alunos e transforma dados pessoais em objeto de reflexão científica e social.
Atividade 4 – Física, lixo eletrônico e responsabilidade coletiva
(Princípios 3 e 4)
Identificação: Física – Eletricidade e materiais (2ª ou 3ª série do EM).
Objetivos:
Compreender propriedades elétricas dos materiais; analisar impactos ambientais do descarte tecnológico; desenvolver consciência socioambiental.
Conteúdo:
Condutores e isolantes, circuitos simples, lixo eletrônico.
Metodologia:
A partir de vídeos curtos acessados pelo celular, os alunos investigam o destino do lixo eletrônico no Brasil. Em seguida, desmontam equipamentos inutilizados (com segurança) ou analisam imagens digitais, relacionando componentes aos conceitos físicos estudados. Finalizam com uma campanha digital simples (cartaz ou postagem) de conscientização.
Recursos:
Celular, vídeos curtos, sucata eletrônica (se disponível).
Tempo:
2 aulas de 50 minutos.
Avaliação:
Avaliação do processo (participação, reflexão crítica) e do produto final (campanha digital).
Contextualização:
Discute tecnologia a partir de seus efeitos concretos no território e no meio ambiente.
Atividade 5 – Simulações, limites e escolhas tecnológicas
(Princípios 3 e 5)
Identificação: Física – Circuitos elétricos (2ª série do EM).
Objetivos:
Compreender leis básicas da eletricidade; refletir sobre limites das simulações digitais; reconhecer a tecnologia como mediação cultural.
Conteúdo:
Lei de Ohm, corrente, tensão, resistência.
Metodologia:
Os alunos utilizam simuladores gratuitos e offline sempre que possível. Após explorar os circuitos virtuais, discutem o que o simulador mostra, o que esconde e o que só aparece na prática real. A reflexão é registrada em diário digital ou áudio curto.
Recursos:
Celular, simulador gratuito, caderno.
Tempo:
1 a 2 aulas de 50 minutos.
Avaliação:
Diário reflexivo e discussão coletiva mediada pelo professor.
Contextualização:
Evita o fetichismo tecnológico e valoriza o pensamento crítico sobre o uso das TDIC.

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