Pular para o conteúdo principal

TDIC no Ensino de Física 1 - A questão das desigualdades sociais

Fonte: criado a mão

O texto a seguir tem o seguinte percurso:

  1. falar sobre a desigualdade social e a compreensão utilitarista da Física e da Tecnologia em alguns documentos oficiais educacionais; 
  2. A comunicação humana e a comprensão do termo tecnologia; 
  3. O digital, a comunicação e o estudo dos efeitos da mídia e da tecnologia na sociedade e na cultura humana (Marshall McLuhan e Pierre Leví).
  4. Reflexões sobre as tecnologia na sala de aula de Física (Papert, Michetel e David Nemer);
  5. Novos paradigmas das tecnologias para educação;
  6. Aprendizagem Ubíqua, Jogos, Aplicativos e as Redes Sociais;
  7. Práticas de Ensino e Projetos Integradores com TDIC no Ensino de Física

    Reinventando um documento oficial (liberdades da escrita em um Blog 🌝)

    Todo texto que se propoe a discutir sobre o uso das tecnologias na educação brasileira deveria primeiro fazer uma contextualização sobre a questão das desigualdades sociais para o acesso a essas tecnologias. De acordo com os dados mais recentes do IBGE e do Cetic.br (TIC Domicílios 2024), o panorama do acesso digital no Brasil, em 2024, revela uma virtual universalização da posse de dispositivos móveis, com 97,0% dos domicílios brasileiros possuindo telefone celular, e alta penetração da internet, atingindo 84% da população (cerca de 159 milhões de usuários). No entanto, essa expansão é marcada pela desigualdade e pela concentração de uso: 60% dos usuários acessam a rede exclusivamente pelo celular, especialmente nas classes de menor renda, o que limita o desenvolvimento de habilidades digitais mais complexas que dependem do computador. No Estado de São Paulo, o acesso é historicamente superior à média nacional, mas a desigualdade persiste, com 88% dos domicílios conectados em 2023 (embora dados de 2024 apontem uma leve retração), e o celular se consolidando como o dispositivo dominante, com cerca de 7 em cada 10 usuários nas classes D/E paulistas acessando a internet apenas por ele. 
    Diante desse cenário, torna-se necessário problematizar como as políticas educacionais e os documentos curriculares têm incorporado a noção de tecnologia no discurso pedagógico. A ampliação desigual do acesso e as limitações concretas de uso, evidenciadas pelos dados nacionais e estaduais, contrastam com a centralidade atribuída às tecnologias digitais como solução para os desafios educacionais. É nesse descompasso entre as condições reais de acesso, uso e as expectativas normativas presentes nos currículos que se insere a primeira parte do presente texto. A seguir, apresento a discussão sobre os sentidos do termo tecnologia e suas relações com a comunicação humana. Analiso os impactos socioculturais do digital à luz de diferentes referenciais teóricos e reflito criticamente sobre o uso das tecnologias na educação, com ênfase no ensino de Física. Para isso, abordo novos paradigmas, a aprendizagem ubíqua e as práticas pedagógicas integradoras que utilizam as Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC). 
    Começando pela análise de alguns documentos oficiais, observa-se que a palavra “tecnologia” aparece 260 vezes na BNCC (2018) e outras 160 vezes no Currículo do Estado de São Paulo (2019), no qual atuo. Essa recorrência evidencia como a tecnologia educacional segue sendo apresentada como uma espécie de panaceia para os problemas da educação, apesar dos inúmeros relatos de experiências negativas vivenciadas durante a pandemia de COVID-19 (2020–2022). Ainda assim, o professor de Física continua sendo constantemente cobrado por inovação em suas práticas pedagógicas, mesmo diante da precariedade salarial, da falta de tempo para o planejamento das aulas e da escassez de investimentos em cursos e formação continuada. 
    Na BNCC, as competências e habilidades de Física estão agrupadas na Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Essa organização sugere que a relação mais importante entre a natureza e o conhecimento científico reside no que podemos produzir de tecnológico a partir dos recursos naturais. Em outras palavras, o documento parece direcionar o olhar dos educadores predominantemente para os aspectos das Ciências da Natureza que possuem função utilitária e aplicação prática. Daí, aquele venha fala: "a física na sala de aula é boa quando é aplicada" ou "a física só faz sentido quando se cria produtos que facilitam a vida", instrumentalizando os saberes da física como se tudo que se produz em física só servisse para a engenharia, estudo e produção de novas utilidades. 
    Lenoir (2016), faz uma crítica contundente dessa visão no texto: "O utilitarismo de assalto às ciências da educação," concluindo que a difusão de valores utilitaristas está desvirtuando as finalidades humanas e sociais da universidade, reduzindo o valor do conhecimento e da pesquisa à sua dimensão econômica e a fins instrumentais. O utilitarismo é definido pelo autor como a busca do interesse individual e egoísta, onde a dimensão econômica se torna o único vetor do comportamento humano. Essa visão instrumentaliza o saber, valorizando-o unicamente por sua eficiência e impacto prático, e substitui o humanismo pelo profissionalismo, transformando a educação em uma "empresa de serviços" e levando à exclusão de campos considerados "improdutivos", como a própria área de estudo. Lenoir também defende, em contrapartida, a função essencial das Ciências da Educação como um campo pluri-inter-disciplinar que utiliza a teoria como mediação crítica entre a prática e a operação.
    Tendo isso em vista, vejamos alguns trechos nos documentos oficiais onde é apresentado as relações das tecnologias digitais com as competências e habilidades no Ensino de Física:

Competências de Área de Ciências da Natureza (BNCC - Ensino Médio)


Fonte: BNCC 2018 (grifos meus)

Habilidades Específicas Focadas na Integração Tecnológica (Física)

                                                                        Fonte: BNCC 2018 (grifos meus)


    As competências e habilidades destacadas poderiam ser reescritas para transformar o foco do "fazer técnico" e da "eficiência" para a "compreensão cultural" e a "crítica ética".
    Em vez de focar apenas na aplicação instrumental de conceitos físicos para criar utilidades, o novo enfoque valorizaria a Física como linguagem cultural e formadora de sentido, e a tecnologia como artefato cultural carregado de valores e impactos. Veja que belezinha poderíamos ter nos documentos oficiais se nos ispirássemos num único texto do fabuloso professor João Zanetic, o clássico "Física também é cultura", da uma olhada:

Quadro Inventado para tornar algumas habilidades da BNCC menos utilitarista

Fonte: maluquices da minha cabeça

    Os princípios indicados na tabela ali em cima também fui eu quem inventou. A ideia seria facilitar ao leitor cinco ideias de Zanetic que poderiam orientar uma visão menos utilitária da relação entre Física e Tecnologias Digitais na Educação em Ciências:
(1) As competências em Física e Tecnologias Digitais podem ser formuladas de modo a reconhecer esses conhecimentos como produções culturais e históricas, construídas em contextos sociais específicos e atravessadas por valores e escolhas, favorecendo uma leitura crítica da ciência e da tecnologia, analisando conceitos e modelos da Física reconhecendo-os como produções culturais historicamente situadas, relacionando-os ao desenvolvimento de tecnologias digitais e aos contextos sociais, econômicos e ambientais em que emergem.

(2) Em diálogo com Zanetic, essas competências devem valorizar a diversidade de saberes e epistemologias, promovendo o reconhecimento de diferentes formas culturais de compreender fenômenos físicos e tecnológicos, incluindo saberes tradicionais e populares, conforme exemplificado em “reconhecer e valorizar diferentes formas culturais de interpretar fenômenos físicos e tecnológicos, dialogando com saberes tradicionais e contemporâneos, em uma perspectiva intercultural e inclusiva”.

(3) Uma visão não utilitarista exige que as competências se afastem do simples uso instrumental das TDIC e enfatizem a análise crítica de seus impactos sociais, éticos e ambientais, combatendo o tecnodeterminismo. Pro exemplo, avaliando criticamente o papel das tecnologias digitais na sociedade, considerando seus impactos nas relações humanas, no trabalho, na educação, na cultura e no meio ambiente.

(4) As relações entre Física, tecnologia e natureza devem aparecer de forma indissociável, orientando competências que articulem conceitos físicos à reflexão sobre sustentabilidade, consumo energético e justiça ambiental. Uma proposta possível seria relacionar conceitos da Física ao desenvolvimento e uso de tecnologias digitais, analisando seus efeitos sobre os sistemas naturais, a sustentabilidade ambiental e as relações entre sociedade e natureza.

(5) Por fim, inspiradas na ideia de que a Física também é cultura, as competências podem incentivar a produção de sentidos e a expressão do conhecimento por meio de múltiplas linguagens, reconhecendo estudantes como produtores de cultura científica. Criando condições para os estudantes expressarem compreensões sobre fenômenos físicos e tecnológicos por meio de diferentes linguagens: científica, artística, digital e narrativa; reconhecendo a Física como parte da cultura humana.

Tá bom professor Wagner, mas e na prática?

    A seguir são apresentados exemplos práticos de atividades didáticas para o Ensino Médio que articulam TDIC e desenvolvem os cinco princípios inspirados em João Zanetic, com atenção ao contexto de escolas públicas em situação de alta vulnerabilidade social. Implementar Física em colégios com toda infraestrutura é melzinho! Quero ver fazer uma boa aula de Física com TDIC  priorizando baixo custo, uso predominante de celular e valorização dos saberes dos estudantes. As propostas são simples e todas eu mesmo já implementei. São reais e factíveis. Espero que te ajude:


Atividade 1 – Energia, tecnologia e território: quem paga a conta?

(Princípios 1, 3 e 4)

Identificação: Física – Energia e potência elétrica (1ª ou 2ª série do EM).

Objetivos:
Compreender os conceitos de potência e consumo de energia elétrica; analisar criticamente o uso de tecnologias digitais no cotidiano; refletir sobre desigualdades sociais e impactos ambientais associados ao consumo energético.

Conteúdo:
Potência elétrica, consumo de energia (kWh), matriz energética, tecnologias digitais e energia.

Metodologia:
Os alunos, organizados em grupos, utilizam o celular para levantar dados sobre consumo de energia de aparelhos digitais presentes em casa ou na escola (celular, TV, ventilador, roteador). Em seguida, analisam reportagens curtas (PDF ou links leves) sobre crise energética, energia limpa e desigualdade de acesso. Cada grupo produz um pequeno áudio ou texto digital discutindo quem consome mais energia, quem paga mais caro e quais impactos ambientais estão envolvidos.

Recursos:
Celular dos alunos, calculadora, textos curtos digitais, WhatsApp ou Google Classroom.

Tempo:
2 aulas de 50 minutos.

Avaliação:
Avaliação formativa por meio da análise das produções (áudio ou texto), participação nas discussões e uma autoavaliação orientada sobre o que aprenderam em Física e sobre tecnologia.

Contextualização:
Parte-se da realidade energética das casas dos próprios estudantes, evitando idealizações tecnológicas e valorizando suas experiências concretas.

Atividade 2 – Ondas, som e cultura: a Física da música no território

(Princípios 1, 2 e 5)

Identificação: Física – Ondas sonoras (2ª série do EM).

Objetivos:
Compreender frequência, amplitude e timbre; reconhecer a Física como parte da cultura; valorizar expressões musicais locais e tradicionais mediadas por tecnologias digitais.

Conteúdo:
Ondas mecânicas, som, frequência, intensidade sonora.

Metodologia:
Os alunos gravam, com o celular, sons do cotidiano ou músicas presentes em sua comunidade (igreja, funk, rap, samba, música indígena ou afro-brasileira). Utilizam aplicativos gratuitos (como analisadores de espectro leves) para visualizar frequências e intensidades. Em roda de conversa, discutem como a Física ajuda a compreender essas manifestações culturais, sem hierarquizá-las.

Recursos:
Celular, aplicativo gratuito de análise sonora, caixa de som simples.

Tempo:
2 a 3 aulas de 50 minutos.

Avaliação:
Produção de um pequeno relato digital (texto, áudio ou vídeo curto) relacionando conceitos físicos e cultura musical; observação da participação e respeito à diversidade cultural.

Contextualização:
A atividade legitima repertórios culturais dos alunos, combatendo a visão elitista da ciência e da música.


Atividade 3 – Movimento, dados e desigualdade: como nos deslocamos?

(Princípios 1, 3 e 4)

Identificação: Física – Cinemática (1ª série do EM).

Objetivos:
Compreender velocidade média e deslocamento; analisar dados do cotidiano; refletir sobre mobilidade urbana, tecnologia e desigualdade social.

Conteúdo:
Velocidade média, deslocamento, gráficos de posição e tempo.

Metodologia:
Os alunos usam aplicativos de mapa ou GPS do celular para registrar tempos e distâncias de seus deslocamentos diários (casa–escola). Em sala, constroem gráficos simples e comparam trajetos, discutindo como a tecnologia evidencia desigualdades de acesso ao transporte e ao tempo livre.

Recursos:
Celular, papel milimetrado ou planilha simples, projetor (se houver).

Tempo:
2 aulas de 50 minutos.

Avaliação:
Resolução comentada de problemas contextualizados e debate avaliativo sobre o papel da tecnologia na mobilidade urbana.

Contextualização:
Valoriza a vivência real dos alunos e transforma dados pessoais em objeto de reflexão científica e social.


Atividade 4 – Física, lixo eletrônico e responsabilidade coletiva

(Princípios 3 e 4)

Identificação: Física – Eletricidade e materiais (2ª ou 3ª série do EM).

Objetivos:
Compreender propriedades elétricas dos materiais; analisar impactos ambientais do descarte tecnológico; desenvolver consciência socioambiental.

Conteúdo:
Condutores e isolantes, circuitos simples, lixo eletrônico.

Metodologia:
A partir de vídeos curtos acessados pelo celular, os alunos investigam o destino do lixo eletrônico no Brasil. Em seguida, desmontam equipamentos inutilizados (com segurança) ou analisam imagens digitais, relacionando componentes aos conceitos físicos estudados. Finalizam com uma campanha digital simples (cartaz ou postagem) de conscientização.

Recursos:
Celular, vídeos curtos, sucata eletrônica (se disponível).

Tempo:
2 aulas de 50 minutos.

Avaliação:
Avaliação do processo (participação, reflexão crítica) e do produto final (campanha digital).

Contextualização:
Discute tecnologia a partir de seus efeitos concretos no território e no meio ambiente.


Atividade 5 – Simulações, limites e escolhas tecnológicas

(Princípios 3 e 5)

Identificação: Física – Circuitos elétricos (2ª série do EM).

Objetivos:
Compreender leis básicas da eletricidade; refletir sobre limites das simulações digitais; reconhecer a tecnologia como mediação cultural.

Conteúdo:
Lei de Ohm, corrente, tensão, resistência.

Metodologia:
Os alunos utilizam simuladores gratuitos e offline sempre que possível. Após explorar os circuitos virtuais, discutem o que o simulador mostra, o que esconde e o que só aparece na prática real. A reflexão é registrada em diário digital ou áudio curto.

Recursos:
Celular, simulador gratuito, caderno.

Tempo:
1 a 2 aulas de 50 minutos.

Avaliação:
Diário reflexivo e discussão coletiva mediada pelo professor.

Contextualização:
Evita o fetichismo tecnológico e valoriza o pensamento crítico sobre o uso das TDIC.


Síntese final

    Essas propostas mostram que é possível usar TDIC sem reduzi-las a ferramentas utilitárias, articulando conteúdos clássicos da Física a cultura, ética, diversidade e natureza, mesmo em contextos de alta vulnerabilidade social. O foco desloca-se do “uso da tecnologia” para a compreensão crítica da relação entre Física, tecnologia e sociedade, em consonância com a perspectiva de João Zanetic de que Física também é cultura. É isso!

Vou quebrar esse textão em outras partes... Esse daqui passou de 2300 palavras, queria que fosse só 2000. Nos próximos eu sigo na pegada:

2. A comunicação humana e a comprensão do termo tecnologia; 
3. O digital, a comunicação e o estudo dos efeitos da mídia e da tecnologia na sociedade e na cultura humana (Marshall McLuhan e Pierre Leví).
4. Reflexões sobre as tecnologia na sala de aula de Física (Papert, Michetel e David Nemer);
5. Novos paradigmas das tecnologias para educação;
6. Aprendizagem Ubíqua, Jogos, Aplicativos e as Redes Sociais
7. Práticas de Ensino e Projetos Integradores com TDIC no Ensino de Física

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Episódio 1: Lendo Richard Feynman decentemente

Episódio 1: Lendo Richard Feynman decentemente    Desde 2010 tenho publicado neste blog alguns textos e atividades sobre minhas práticas docentes em Física, realizadas em diferentes escolas públicas e particulares que oferecem Ensino fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior. Decidi neste ano de 2019 mudar um pouco esse formato. Neste momento, tenho interesse em organizar e divulgar nesse espaço virtual o processo de planejamento e avaliação do que, por enquanto , vou chamar “ práticas de aprendizado em ciências ”.Digo isso dessa maneira pois ainda não fiz uma revisão sistemática sobre esse termo e tenho a intuição de que essa ideia não é nova. A ideia que gostaria de trazer aqui se assemelha a compreensão de aprendizagem proposta pela professor Paloma Chaves no texto “ Matética: A Arte de Aprender ”. Ao invés de estudar com profundidade novas formas de Ensinar Física eu gostaria de passar a investigar novas formas que os alunos Aprendem Física. Acredito que...

Episódio 5 - Tecnologia, Conhecimento e Ancestralidade

Hoje um vizinho veio me pedir ajuda para resolver um problema em sua tomada no seu apartamento. Ele chegou dizendo:  "Sou desses meninos criados pela avô mano, não sei fazer essas coisas, você é físico, tem um monte de ferramentinhas ae, faça sua magia!" Moramos em um desses prédios antigos, sem elevador, sem garagem, sem síndico, mas com muita fiação elétrica antiga e gente boa que se ajuda. Fiquei pensando em que momento da nossa história humana fomos perdendo a cultura de fuçar e fazer nossos "gatos técnicos" para solução de problemas manuais do cotidiano. Afinal, deveria fazer parte da nossa ancestralidade brasileira montar arapucas mirabolantes como os índios, costurar lindas rendas como as antigas baianas ou construir belíssimos tambores africanos com couro. Conheci um cara que conseguia fazer um Fusca com motor parado funcionar com um pedaço de lápis. Como dizem por aí "o brasileiro precisa ser estudo pela NASA!", não é essa a fama que l...

Episódio 3: Conhecimento Didático e Conhecimento Pedagógico

Episódio 3: Conhecimento Didático e Conhecimento Pedagógico  Neste episódio realizo a Leitura Analítica do artigo " Formação de Professores e Didática para Desenvolvimento Humano " de José Carlos Libaneo. O que é o Conhecimento Didático? O que é conhecimento Pedagógico? Como integrar na formação profissional os dois tipos de conhecimento que estão dissociados e correndo em paralelo? Como articular o conhecimento pedagógico do conteúdo ao conhecimento dos conteúdos/processos investigativos da ciência ensinada? Como professores podem aprender a introduzir transformações nos objetos de conhecimento de modo a suscitar motivos dos estudantes para a atividade de estudo? Partindo dessas ideias, pretendo tornar evidente as características e diferenças dos conhecimentos didáticos e pedagógicos e refletir junto aos professores em formação inicial de que maneira tais conhecimentos podem ser integrados na elaboração de atividades para alunos do Ensino Médio. Proposta d...